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A Terra das Sombras

5 Set

Suzannah seria uma adolescente como todas as outras se não tivesse um dom especial: a capacidade de ver fantasmas. Ela é uma mediadora, uma pessoa que tem como missão ajudar essas almas penadas a descansarem em paz. E isso significa… Problemas.
Como explicar à mãe ou as professores que suas travessuras noturnas foram provocadas por… Assombrações? Quando a mãe se casa pela segunda vez e se muda de Nova York para a ensolarada Califórnia, as coisas parecem que vão melhorar.
Mas, ao chegar lá, Suzannah percebe que a nova família mora em uma casa antiga.
E, é claro, assombrada. Só que, desta vez, é um fantasma bonitão que nada faz para assusta-la. Muito pelo contrário. Os problemas dela, porém, não estão no lar, mas na escola.
Lá, o espirito de uma garota, que se matou por causa do namorado, ameaça à segurança de todos. Só Suzannah com suas habilidades e poderes especiais pode salvar os amigos e professores da fúria terrível de uma assombração com grandes poderes.

Editora: Record
Autor: Meg Cabot
Ano: 2004
Número de páginas: 282

A primeira coisa que tenho que falar é que esse foi o primeiro livro que li da Meg Cabot, e ela superou minhas expectativas na parte da escrita, ela tem um jeito de escrever bem simples, leve e descontraído que me lembrou muito a escrita da P.C. Cast, no entanto, ela me decepcionou na parte da história. Calma, vou explicar.

Quando li sobre a série Mediadora eu pensei que os livros teriam uma história continua, tipo Harry Potter, Eragon e quase todas séries. Mas não é bem assim, pelo menos até o terceiro livro que foi o último que li. Cada livro tem uma história “independente”, claro, com os mesmos protagonistas. Pra ser mais exato, cada livro tem um “vilão” diferente e não é que isso seja ruim, eu só esperava algo diferente.
Acho que a única coisa que é continua na série é a história da Suzannah com o Jesse e aquele mistério envolvendo como ele morreu e por que o espirito dele continua na terra.

Adoro o Jesse e espero que a Suzannah fique com ele no final, falo mesmo, eu não consigo pensar em um jeito de dar certo, mas enfim, a esperança é a última que morre.

Apesar da minha decepção com a série em si, o livro foi muito bom e eu recomendo.

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Eragon

10 Jul

 Quando Eragon encontra uma pedra azul polida na floresta, acredita que poderá ser uma descoberta bendita para um simples rapaz do campo: talvez sirva para comprar carne para manter a família durante o Inverno. Mas quando descobre que a pedra transporta uma cria de dragão, Eragon depressa se apercebe de que está perante um legado tão antigo como o próprio Império.

De um dia para o outro, a sua vida muda radicalmente, e ele é atirado para um perigoso mundo novo de destino, de magia e de poder. Empunhando apenas uma espada legendária e levando os conselhos dum velho contador de histórias como guia, Eragon e o jovem dragão terão de se aventurar por terras perigosas e enfrentar inimigos obscuros, dum Império governado por um rei cuja maldade não conhece fronteiras.
Conseguirá Eragon alcançar a glória dos lendários heróis da Ordem dos Cavaleiros do Dragão? O destino do Império pode estar nas suas mãos…

Editora: Rocco
Autor: Christopher Paolini
Ano: 2003
Número de páginas: 466

O livro tem um ritmo ótimo sem falar que ele está sempre te dando novas informações, sobre Alagaësia, o mundo no qual se passa Eragon, sobre os elfos, os cavaleiros e várias outras coisas, o que torna a leitura super empolgante.

O autor começou bem novo, mas não é por isso que a narrativa dele não seja boa. Como eu falei ali em cima, ele consegue narrar muito bem a história, apesar de eu não ter conseguido identificar direito no mapa as rotas que eles faziam enquanto viajavam, mas eu acho que isso foi falta de atenção minha.

No inicio eu fiquei meio confuso quanto aos objetivos do velho Brom, pois ele não me pareceu um personagem importante – eu fiquei extremamente indignado quando ele diz que quer seguir viagem com Eragon, eu pensei “ok, agora ele vai levar esse cara junto só pra atrapalhar” -, mas logo depois ele vai se mostrando bem útil e mais tarde quando ele revela sua história – que pra mim pelo menos não foi algo difícil de deduzir – dai você entende o porquê de ele querer seguir viagem com Eragon, e eu pelo menos acabei me apegando a ele.

A capa é linda, embora eu ache que as editoras deviam achar outra maneira de fazer as partes “brilhosas” dos livros, por quê elas sempre acabam saindo super rápido.

Sobre o filme, é sem dúvida uma das piores adaptações de livros para o cinema que já vi, sério, eles distorceram a personalidade do Brom, a Safira se apresenta para o Eragon já sabendo seu nome, quem já leu sabe que por mais que não seja uma parte MUITO importante é algo que enriquece a história, Safira faz o seu primeiro voo ainda pequena e quando volta minutos depois está gigante e eu nem vou comentar a aparência do Eragon, né.
Eu não sei explicar, mas o filme passa um ar de ter sido feito as pressas e sem muito capricho, não só por essas partes, mas quando vi o filme foi o que eu senti.

É isso aí gente, eu recomendo o livro. Já o filme eu não acho que seja algo com quê se deva gastar duas horas.

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Espero que tenham gostado e peço desculpas pela demora para postar.
Vou tentar continuar com o meu ritmo de no minimo uma resenha por semana.

A Maldição do Titã

20 Jun

Um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados, e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente… E com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e nossos heróis serão presas fáceis. Um monstro ancestral foi despertado – um ser com poder suficiente para destruir o Olimpo –, e Ártemis, a única deusa capaz de encontrá-lo, desapareceu. Percy e seus amigos têm apenas uma semana para resgatar a deusa sequestrada e solucionar o mistério que ronda o monstro que ela caçava.

Editora: Intrínseca
Autor: Rick Riordan
Ano: 2007
Número de páginas: 316

O senhor Rick Riordan se superou de novo, A Maldição do Titã é tão bom quanto o Ladrão de Raios, e sério, tem uma coisa no livro – não é o pai dos irmãos Di Angelo, isso é até bem óbvio se tu parar pra pensar – que é impossível de se deduzir que vai acontecer e quando acontece tu é pego de surpresa e fica pensando: PRA QUÊ ISSO, THALIA?!

Uma coisa que eu não poderia deixar de comentar é o titulo do livro: A Maldição do Titã.
Não sei vocês, mas eu quando li o nome pela primeira vez pensei que a tal maldição era do titio Chronos, mas, pra minha surpresa a maldição citada no titulo não é nada que já tenha sido comentado antes, porém não foi menos legal por isso, pelo contrário, foi uma coisa bem bolada.

Sobre os irmãos Di Angelo não há nada de importante – exceto o fato que eu adorei os dois e sei que a maioria também vai gostar deles – que eu possa comentar sem dar spoilers, por isso vou manter meus dedos quietos.

O Rick Riordan melhora visivelmente a escrita e o humor a cada livro, esse não foi exceção e ao contrário de O Mar de Monstros, A Maldição do Titã já começa te prendendo e não te solta até o final.

A capa como todas as outras é uma situação que acontece no livro e ficou muito bem retratada.

Acho que era isso, muito em breve vou postar a resenha de A Batalha do Labirinto, já que é uma resenha que estou louco pra escrever.

Carrie, a Estranha

11 Jun

Ela fez uma vela acesa cair e trancou as portas…

Solitária, ela carrega dentro de si um ódio cada dia mais profundo. Carrie seria apenas mais umas entre varias adolescentes angustiadas, não fosse um detalhe: ela possui poderes sobrenaturais devastadores. Consegue fazer as coisas se moverem, e esse é o seu jogo, o seu poder e o seu pecado. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempo.

Editora: Objetiva
Autor: Stephen King
Ano: 2007
Número de páginas: 137

Bom, o quê logo eu, um viciado em Stephen King, posso dizer sobre a primeira obra do mestre do terror além de quê é simplesmente inesquecível e totalmente aterrorizante?

A escrita do titio Stephen te prende do inicio ao fim, dosando as partes emocionantes e fazendo com quê o leitor fique cada vez mais ansioso para saber o que vem a seguir.

Sem exageros, Carrie, a Estranha é sem dúvidas um dos melhores livros que já li, em apenas cento e poucas paginas o autor consegue fazer com que nos sintamos na pele de Carrie, a menina excluída com uma mãe religiosa fanática, daquelas que tu tem vontade de bater na cara e mandar acordar pra vida, sabe? Pois é, só pra vocês terem uma ideia a mãe da Carrie diz que ela está com o “MAL” no corpo, por quê?
Pra você que disse: Por que ela menstruou, parabéns, você acertou.

Deu pra ter uma ideia do que a coitada passa né?

Isso sem contar no que os colegas de escola dela fazem para ela, muitos de vocês já devem ter visto o filme por isso talvez não se animem tanto a ler, mas eu aconselho que leiam, pois vale totalmente a pena.

Era isso gente, espero que gostem do livro.

O Mar de Monstros

19 Maio

Segundo volume da saga Percy Jackson e os Olimpianos, O Mar de Monstros narra as novas aventuras de Percy e seus amigos na busca do Velocino de Ouro, o único artefato mágico capaz de proteger o Acampamento Meio-Sangue da destruição.

É com essa missão que ele e outros campistas partem para uma eletrizante viagem pelo Mar de Monstros, onde deparam com seres fantásticos, perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e sua herança. Está em jogo a existência de seu refúgio predileto e, até então, o lugar mais seguro do mundo para eles.

Editora: Intrínseca
Autor: Rick Riordan
Ano: 2009
Número de páginas: 304

Devo admitir que o livro estava meio parado no inicio, na verdade não sei se “parado” é a definição certa. Digamos que o livro não teve um inicio tão bom quanto O Ladrão de Raios, porém, a partir do encontro de Percy com Hermes tudo começa a melhorar e o livro mostra pra quê veio.

A Clarisse ganhou pontos comigo nesse livro, ela ficou um pouco menos odiável depois de uma cena na qual ela bate um papo com o seu querido pai.
Também queria comentar sobre a ausência dela no primeiro filme. Eu pensei que o filme de O Ladrão de Raios por ter sido todo picotado não teria uma continuação, mas eu estava enganado. Vi noticias sobre uma adaptação pros cinemas de O Mar de Monstros e fiquei curioso de saber como eles vão adicionar a Clarisse na história já que ela é apresentada no primeiro livro. Espero que consigam apresenta-la de um jeito aceitável, mas infelizmente só nos resta esperar pra ver.

O Mar de Monstros está mais bem humorado que o anterior e tem mais ação também. Só pra vocês terem uma ideia o Grover quase acaba se casando com um ciclope. (risos)

Uma coisa legal que eu não podia deixar de falar, que na verdade envolve a série toda, são as capas, além delas serem lindas todas as ilustrações das capas são cenas que acontecem nos livros.

Enfim, o livro foi ótimo se desconsiderar aquela partezinha chata do inicio e conheci muito mais sobre a mitologia grega no decorrer dele, o que é muito legal.

É isso pessoal, e como eu nunca canso de dizer: queria ter comentado mais, mas eu procuro não dar spoilers nas minhas resenhas quando é possível.

O Ladrão de Raios

13 Abr

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Editora: Intrínseca
Autor: Rick Riordan
Ano: 2008
Número de páginas: 400

Primeiro devo comentar sobre o filme e alertar aqueles que o viram de quê a história foi mutilada na adaptação para os cinemas, a começar pelo vilão central da história que simplesmente não é citado no filme. Não vou cita-lo aqui também para evitar spoillers, enfim. O filme é um fiasco se comparado ao livro, eu sei, isso quase sempre acontece, mas no caso de O Ladrão de Raios foi pior que o normal, acredite.

Em O Ladrão de Raios, assim como na mitologia grega, existem filhos de Deuses com mortais, como citado na sinopse, porém há muito tempo atrás os três maiores deuses do Olimpo, Zeus, Poseidon e Hades, fizeram um pacto de que nunca mais teriam filhos com mortais, pois dizia uma profecia que o filho meio-sangue de um deles traria a destruição do Olimpo ao completar 16 anos.

E advinha, nosso protagonista, Percy Jackson é filho de Poseidon.

Como deu pra perceber pelo protagonista, os Deuses não levaram tão a sério o pacto.

Os heróis em Percy Jackson e os Olimpianos são encaminhados ao  Acampamento Meio-sangue aonde são treinados para combaterem monstros.

Os monstros, é explicado no livro, nunca morrem de verdade, por isso a necessidade de treinar os heróis. Quando um meio-sangue “mata” um monstro o mesmo apenas desaparece por um tempo, mas um dia voltará.

O Acampamento Meio-sangue é o único lugar seguro para os heróis já que os monstros podem fareja-los e mata-los caso estes estejam despreparados.

O livro foi realmente muito bom, a narrativa em primeira pessoa é leve, o ritmo é impecável, tem muita ação, humor e uma história ótima.

Outra coisa interessante são os nomes dos capítulos, que são bem humorados:

 “Um Deus compra cheeseburgers para nós.”

“Um poodle é o nosso conselheiro.”

Tinha muito mais para comentar, mas acho melhor deixar que vocês descubram por si mesmos.

Recomendo a série e em breve eu postarei a resenha do segundo livro: O Mar de Monstros.

Eu Sou o Número Quatro

5 Abr

Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês.

Mas não somos vocês. Conseguimos fazer coisas que vocês apenas sonham em fazer. Temos poderes que apenas sonham ter.
Somos mais fortes e mais rápidos do que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos – Porém, somos reais , nosso plano era crescer, treinar, sermos mais poderosos e nos tornarmos apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. Vivemos nas sombras, em lugares onde nunca seremos procurados, tentando não ser notados.

Vivemos entre vocês. Mas eles sabem.

O número um foi capturado na Malásia.
O número dois, na Inglaterra.
E o número três, no Quênia.
Todos foram mortos.

Eu sou o número quatro

EU SOU O PRÓXIMO.

Editora: Intrínseca
Autor: Pittacus Lore
Ano: 2011
Número de páginas: 352

Conheci Eu Sou o Número Quatro ao acaso.
Ele é o primeiro livro da série Os Legados de Lorien.

O que me chamou atenção foi a contra capa na qual dizia:

Nós podemos estar ao seu lado agora mesmo.

Nós estamos observando você enquanto lê isto.

Nós podemos estar na sua cidade, no seu bairro.

Nós vivemos no anonimato.

Nós esperamos pelo dia em que

Nós vamos nos reunir

Nós travaremos juntos a última batalha… Se

Nós vencermos,

Nós estaremos a salvo, e

Vocês também.

Eu fiquei fascinado, sim, apenas a contra capa já havia me conquistado.

Eu já havia ouvido falar sobre o filme, mas achei que não era muito legal, mesmo eu não tendo o assistido.

Na história do livro, nove crianças foram mandadas à terra vindas de um planeta chamado Lorien, que por sua vez havia sido devastado pelos Mogadorianos, outra raça alienígena, apelidados carinhosamente pelos protagonistas de Mogs. HAUSHUSAH

Enfim, essas nove crianças vieram para a terra, cada uma com o seu Cepân, um tipo de instrutor e professor para os membros da Garde (pessoas com habilidades especiais que originalmente defendiam Lorien) e lhes foi dito para se manterem separados, pois antes de saírem de Lorien um feitiço foi lançado sobre as crianças e enquanto elas se mantivessem separadas só poderiam ser mortas na ordem de seus números, de 1 a 9.

O protagonista, obviamente, é o número 4.

O livro é um pouco parado, tenho de admitir, mas da pra entender, ele é basicamente pra apresentar alguns personagens e para explicar sobre Lorien, os legados entre outras coisas.

Mas não se preocupe, o final compensa a espera. É o que posso dizer sem dar spoilers.

Sobre o filme, bom, mesmo que você tenha visto  e não tenha gostado eu lhe aconselho ler o livro. São completamente diferentes, em minha opinião.

E eu não poderia deixar de citar o autor: Pittacus Lore, na verdade são dois autores, James Frey e Jobie Hughes, que usam o pseudônimo Pittacus Lore – um ancião vindo de Lorien para a terra, o qual registra a história das nove crianças Lorianas e a repassa em livro, cada livro conta o que aconteceu dois anos antes – para assinar os livros.

Enfim, recomendado, ótima história. E tudo fica mil vezes melhor na sequência, O Poder dos Seis, que em breve terá resenha aqui no blog.